sábado, 8 de março de 2014

Três pontos de vista sobre o Dia Internacional da Mulher

Temos um pronunciamento a fazer, será breve, cremos que o dia internacional da mulher é efeméride das mais chatas e desconfortáveis. Perdoem-nos os que pensam o contrário. Há três turmas distintas. Há aquela que tem certeza que nada há a comemorar. A tripla jornada? perguntam irônicas. A do meio, aquela segundo a qual a data é de reflexão e balanço da caminhada e dos avanços e do que falta. A terceira, é a festiva, para a qual a data é como um aniversário coletivo, quando se felicitam umas às outras com derramados elogios. De poderosa e guerreira para cima. Ok, se serve para aumentar a autoestima do mulherio, tudo bem.

But se somos guerreiras vivemos mesmo numa guerra, o negócio está feio para o nosso lado, e não vemos muito sentido em nos felicitarmos por este fato. Louvamos o esforço de superação com tapinhas nas costas umas das outras e beijos nas faces e deixamos de lado as causas e consequências.

"De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2007, mulheres e homens só vão alcançar a equiparação em 2100. Não só. Os dados da violência são alarmantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada cinco minutos uma mulher sofre agressão no mundo. o responsável por 70% dos atos de barbárie é gente de casa - marido, companheiro ou namorado." (EM, editorial, 8/3/14).

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Alerta laranja pelo bem das mulheres e meninas do mundo todo

Durante 16 dias a cor oficial deste Blog mudará para laranja em apoio à campanha da ONU. Faça do laranja sua cor também. 

A seguir o comunicado da ONU:

Campanha da ONU convida público a ‘pintar o mundo de laranja em 16 dias’

25 de novembro de 2013 · Comunicados

Campanha da ONU convida público a 'pintar o mundo de laranja em 16 dias'



Você está convidad@ a pintar o mundo de laranja em 16 dias! Para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres e os 16 dias de ativismo, a campanha do secretário-geral das Nações Unidas “Una-se pelo fim da violência contra as mulheres” convida você a “pintar o mundo de laranja em 16 dias: pelo fim da violência contra as mulheres e as meninas”.
Nós convidamos você a se juntar a nós na organização nacional e local de “eventos laranja” entre 25 de novembro e 10 de dezembro, criando uma visão simbólica de um futuro brilhante e positivo, em que o mundo é livre da violência contra as mulheres e meninas.
Pinte o mundo de laranja conosco por meio de iniciativas criativas e visíveis como: projetar luzes na cor laranja em monumentos de sua cidade, organizar paradas ou desfiles laranja, “alaranjar” os eventos esportivos das escolas, amarrar fitas laranja onde quer que seja permitido, colocar balões laranja em sua sala de reuniões ou soltá-los em um evento em um parque, decorar de laranja os transportes públicos das cidades ou os centros de vilas e aldeias.
Mostre sua iniciativa a seus familiares, amigos e parceiros e convide-os a participar. Aproveite para aumentar a sensibilização e a atenção do mundo em relação à pandemia global da violência contra as mulheres e meninas e apresentar soluções para por fim a esta triste realidade.
Junte-se a nós nesta iniciativa e pinte o mundo de laranja!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Encontro de Advogados em Santa Luzia

É voz corrente neste Blog que advogados adoram eventos, gostam demais de falar, debater, etc.. A palavra falada e escrita é nosso instrumento de trabalho. Com a técnica e a sensibilidade da fotógrafa Simone Porto, aí está o registro in picture do encontro em Santa Luzia. 


Falou-se sobre a advocacia, a prática, a crise e a independência dos advogados.

E obviamente sobre a questão da mulher, com a invocação de Virgínia Woolf e de Durga, a divindidade hindu de doze braços.




Houve debate, troca de experiência e alguma divergência: afinal, quem gosta de ser Dom Quixote?



Sílvio Carvalho, Frederico Orzill (FACSAL), Valéria Veloso, Francisco Gabrich (OAB), Ana Carolina Machado (OAB)


VV, Ana Carolina Machado, OAB Mulher Santa Luzia

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Prêmio Sakharov pela Liberdade de Pensamento para Malala

Direitos Humanos


Em 10 de outubro a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos ganhou o prestigiado prêmio Sakharov pela Liberdade de Pensamento, oferecido pelo Parlamento Europeu, composto de 750 membros. 



Malala desde muito cedo milita pela educação das meninas. Desde os 11 anos descrevia em um blog, sob um pseudônimo, o medo que reinava no Vale do Swat (nordeste do Paquistão) e a impossibilidade de ir à escola na região controlada pelos islamitas talibãs de 2007 a 2009.


Malala comoveu o mundo ao ser vítima de um atentado. Um extremista do movimento islâmico disparou contra o rosto da garota quando retornava da escola, levando-a quase à morte. Depois de longa recuperação, prosseguiu sua luta e recebeu, além de um diploma, um cheque no valor de US$ 67 mil.

O Prêmio Sakharov pela Liberdade de Pensamento é oferecido pelo Parlamento Europeu desde 1988, em homenagem ao cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov. Já receberam o prêmio Nelson Mandela e a ativista de Mianmar Aung San Suu Kyi.


Para Ijaz Khan, professor de relações internacionais da Universidade de Peshawar, Malala representa a luta global pela paz, pelo progresso e pela tolerância, por meio da educação das mulheres.

O prêmio será entregue em 20 de novembro em Estrasburgo.


Em 21/10 Malala lançou seu livro, «I Am Malala», no Southbank Centre, em Londres. Após seu discurso, no qual defendeu que os países em conflito devem trocar as armas por canetas e lutar apenas pela educação dos filhos, foi ovacionada de pé por parte da plateia. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Encontro em Santa Luzia

A OAB Mulher de Santa Luzia e a Faculdade da Cidade de Santa Luzia - FACSAL promovem no auditório da FACSAL a palestra ADVOCACIA NOS TRIBUNAIS. Lá estaremos na aprazível cidade de Santa Luzia na próxima quarta-feira, 9 de outubro, para falar da advocacia nos tribunais, da questão da mulher advogada e dos advogados independentes. Prática, filosofia e ativismo. Estão todos, de BH, Santa Luzia e adjacências, convidados à nossa conversa pública. 


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Movimento em marcha

Pronta a logomarca do movimento. Quem sabe faz a hora não espera acontecer (Geraldo Vandré). Movimento em marcha.


O problema está em casa

Chegando da pós-graduação, local de nascedouro deste Movimento, é tarde, sabemos. As mulheres que integram este movimento estão realmente em movimento. Estudam depois de formadas, trabalham, são mães e donas de casa. É muito, também sabemos. Daí a necessidade de adquirir não só mais conhecimento sobre o tempo, mas sabedoria sobre ele. Não conseguimos ainda. Sabemos até agora que é a moeda mais valiosa hoje em dia. Ser dona e senhora do seu tempo significa libertação. Ainda não chegamos lá. E assim, tarde, não podemos deixar para amanhã, pois, as horas de amanhã já estão orquestradas com outras tarefas, que roubamos estas horas para compartilhar, (este é o mote deste Blog), a matéria sobre o novo livro da historiadora Mary del Priore, Histórias e Conversas de Mulher:
"Nos últimos 20 anos um nó de contradições marcou o papel das mulheres na sociedade brasileira. Assim como as desigualdades sociais, as disparidades entre os sexos se acumulam, multiplicando os benefícios deles em detrimento das carências delas. Em casa, tarefas continuam compartilhadas desigualmente, embora surja zonas de negociação com o fogão e as compras."
"Nada de 'coitadismo'. Reclamar, dar-se à melancolia e pôr sempre a culpa 'neles' são hábitos que podem muito bem servir para encobrir contradições. O problema está em casa."
"Mary puxa a orelha de mulheres que incentivam estereótipos sobre a 'burrice feminina', daquelas coniventes com a propaganda sexista e com a vulgaridade da mídia. E não se incomodam que este modela encha a cabeça das filhas."
"As próprias mulheres contribuem - e muito - para a desvalorização grosseira das conquistas femininas. Podem até ser maioria no Censo, mas falta-lhes um projeto, uma agenda que as tire da mesmice e as arranque da apatia".
"No século 21, as ocidentais têm outra prisão: a imagem. Os homens olham as mulheres. E as mulheres se olham ser olhadas." (O problema está em casa, Estado de Minas, sábado, 14/9/13).
Em suma, partir para ser sujeito atuante e não objeto passivo ou alienado.